born and raised in a summer haze

15:55:00


Lembro-me de uma aula de Educação Visual, no 7º ano (ou seria 8º?), em que o meu colega da frente proclamou, com a seriedade que é possível a um miúdo de 12 anos que contempla um tubo de tinta acrílica amarela, que o amarelo era a cor da felicidade, porque o Van Gogh comia tinta amarela para estar contente.

Nos anos que passaram, entretanto, fiz uma pequena pesquisa que me confidenciou que essa fábula é capaz de ser mentira. No entanto, se eu fosse ingerir alguma cor para obter qualquer espécie de emoção, seria o lilás. Não sei exatamente retratar que tipo de sentimento é lilás e a última coisa que quero é encorajar o consumo alimentar de guaches, ou aguarelas - por favor, não comam produtos químicos -, mas sei que o meu mundo perfeito é colorido a tons de lavanda.

Tenho uma teoria que a vida é feita com o objetivo de nos construirmos e não de nos encontrarmos e, se eu conseguir conduzir o meu pequeno Volkswagen Carocha que ainda não comprei, irei sem qualquer dúvida parar num campo de alfazema.


No auge dos 22 anos, no verão quente do Alentejo e sem qualquer tipo de certeza sobre coisa alguma - apenas que o destino é o campo de alfazema, que uma boa playlist é a companhia necessária de todas as horas e que peças de teatro são os livros ideais para ler quando não há paciência para mais. 

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