Red (Taylor's Version) & o Motivo das Minhas Lágrimas

21:28:00


Tinha treze anos quando a Taylor Swift lançou o álbum   R E D   pela primeira vez e lembro-me de não existir nada mais divertido que cantar aos altos berros em conjunto com ela o tema «We Are Never Ever Getting Back Together». «I Knew You Were Trouble» era a canção escolhida pelo meu grupo de amigas para noites de karaoke e sonhava pelo dia em que completasse «22» anos para adotar a sexta faixa como meu hino pessoal durante 365 dias - e, a 27 de agosto deste ano, cumpri essa promessa. 

A «All Too Well» entrou diretamente na minha lista de músicas favoritas e transformou-se no porto de abrigo que me confortava após cada coração partido e a «State Of Grace» foi a melodia de embalar destacada para noites longas e confusas. 

É difícil olhar simplesmente para o   R E D   como um álbum da Taylor, quando ele parece um álbum que pertence a toda a gente. Um amigo de infância, que se foi distanciando com o passar dos anos, mas que continuamos a deixar alugar um quarto no nosso coração, por respeito e por saudade. Sempre olhei para ele como uma fase que partilhámos, imortalizada numa polaroid colada no espelho do nosso quarto de infância - um sentimento que só se intensificou quando, este mês, a Taylor lançou a nova versão do nosso melhor amigo: a Taylor's Version, onde as suas palavras e a sua voz finalmente lhe pertencem.


E a minha pequena bolha de mundo parou. Tinha de parar. Para voltar 9 anos atrás no tempo e contemplar a evolução que entretanto aconteceu. Onde estava eu a primeira vez que ouvi «Begin Again»? Quantas vezes carreguei no botão de replay do meu pequeno telemóvel cor-de-rosa? 

O N   A   W E D N E S D A Y   I N   A   C A F E   I   W A T C H E D   B E G I N   A G A I N

Lá estava eu. Com treze anos e vinte e dois, ao mesmo tempo; a compreender pela primeira vez o que ela queria dizer quando me confidenciou que «perdê-lo era azul» e que «sentir a falta dele era cinzento escuro» e a achar engraçado como exatamente as mesmas palavras podiam significar coisas diferentes quando separadas por uma década.

23:58 e sentada no tapete de uma sala-de-estar diferente que da última vez, a esperar pela contagem final que me afastava de uma curta-metragem feita à medida da minha música preferida. E sem pestanejar, a sussurrar uma letra que me está tatuada no cérebro, soltei uma ou duas lágrimas enquanto o Dylan O'Brien e a Sadie Sink dançavam na cozinha, com a luz do frigorífico.



R E D   (T A Y L O R ' S   V E R S I O N)   não foi apenas um álbum a ser divulgado numa semana aleatória e a ter sucesso. Foi um evento onde uma família de seres humanos - e suas crianças interiores - se lembraram que Música é sobre, nada mais nada menos, que magia.

Obrigada, Taylor! - *Alguém* que lhe devolva o cachecol, por favor!

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