« o mês da pausa » + netflix recommendations
04:06:00Todos os anos existe um mês especial em que resolvo desaparecer do mundo online sem deixar rasto. Nunca sei quando vai ser, ele próprio aparece sem ser anunciado e faz com que eu não publique absolutamente nada durante um período de tempo muito superior àquele que normalmente demoro - porque não tenho absolutamente n a d a para publicar, porque deixo de escrever até o click soar novamente e eu sentir que consigo organizar e expressar tudo aquilo que tenho para dizer e anda acumulado no meu cérebro a ocupar espaço.
No entanto, como 2020 tem sido um ano especial - leia-se estranho como o c****** - não faço a menor ideia se o mês monstruoso é, desta vez, Junho (talvez não, tendo em conta que estou neste preciso momento a escrever, o que invalida a lógica que passei um parágrafo inteiro a explicar). Porque, verdade seja dita, a vontade de procurar temas, aprofundar tópicos, partilhar fotografias está em modo hibernação, pelo menos até que o diploma da licenciatura esteja finalmente exposto na minha parede, estilo consultório de dentista, e não consigo fazer nada que não:
a. Trabalhos relacionados com as cadeiras que faltam terminar, ou;
b. Pensar nos trabalhos que faltam fazer para as cadeiras que faltam terminar.
Poucas outras coisas conquistam a minha atenção - a ansiedade constante e irritante inerente aos últimos dias de aulas está decidida a não me abandonar -, ainda que 1% do tempo que sobra seja passado a discutir com racistas, fascistas e idiotas no geral (visto que resolveram aproveitar o caos para inundar as redes sociais de comentários estúpidos). Tudo somado dá o resultado final de: over worked and very stressed, o que até para mim é a fórmula perfeita para o desastre. Se eu escrevesse tão frequentemente quanto há umas semanas atrás, a única coisa que faria seria queixar-me (o que é o meu passatempo preferido, mas não precisamos de exagerar).
R E C O M E N D A Ç Õ E S D A S T R E S S A D A
Odeio filmes de comédia - eu disse que este estado de espírito me dava para ser embirrante. Nunca são engraçados, têm a tendência a ser completamente ridículos e despropositados (Jim Carrey, estou a olhar para ti) e por algum motivo parecem sempre fabricados numa máquina de fast-cinema que não me dá ponta por onde pegar. Por esse motivo, quando o objetivo é r i r, sei que a resposta às minhas preces está nos especiais de stand up que o Netflix "oferece" (entre aspas, because i'm paying).
Trevor Noah, Katherine Ryan e John Mulaney. Os meus melhores amigos. É um prazer apresentar-vos, espero que percebam que o mundo lhes pertence e nós só vivemos nele.
(São também as únicas pessoas - sem contar com os meus professores e colegas do trabalho de grupo - que conseguiram a proeza de captar a minha total atenção durante mais de cinco minutos)


1 comentários
Isto não é o YouTube mas First.
ResponderEliminarGostei de ler, fez-me lembrar todas as vezes que me meto a escrever cenas random sem rumo e sai bacano.
Não vou mentir não gostei do ataque ao Jim Carrey mas desta passa.
Bye