sabrina - billy wilder (1954)
03:58:00A primeira vez que ouvi falar sobre S a b r i n a era Janeiro - final de semestre - e resolvi ir ao supermercado, depois de descarregar o episódio de You Must Remember This que dava destaque à Audrey. Por isso, de uma maneira bizarra, associo as lembranças deste filme ao saco gigante de mirtilos congelados e ao pacote de leite de amêndoa que procurava por entre estantes ao mesmo tempo que ouvia o seu enredo pela primeira vez.
Estrelado pela rainha das rainhas - Miss Hepburn - e por Humphrey Bogart - o galã de Casablanca; Sabrina é uma comédia romântica tola e sofisticada ao mesmo tempo, o mais perto de um conto de fadas que uma produção com pessoas de carne e osso pode estar. A personagem principal, Sabrina (duh), é a jovem filha do motorista da família Larrabee - completamente apaixonada por David (irmão mais novo da poderosa família), é enviada para Paris por dois anos, para frequentar uma escola de culinária.
Ao regressar, capta por fim a atenção do milionário, começando com ele um relacionamento, algo que é mal visto pelo resto dos magnatas Larrabee (David estaria prometido a outra mulher, de modo a formar uma aliança económica). Deste modo, Linus, o primogénito, é forçado a intrometer-se e proteger os interesses do negócio familiar.
Sendo prevísivel, como característico do género, não é dono de um guião inesquecível, mas ganha pontos pela classe intemporal do elenco e glamour adjacente ao cinema a preto e branco. É leve, etéreo, bonito e simples. O nosso preferido está escolhido nos primeiros cinco minutos e é fácil não voltar atrás com a palavra até ao fim. Pontos extra para o murro falso mais hilariante que já testemunhei na vida.


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