don't you forget about me (the breakfast club - john hughes)
16:56:00T h e B r e a k f a s t C l u b é o meu filme favorito d e s e m p r e desde a primeira vez que o vi - há 4/5 anos atrás. Continua a ser das poucas coisas que permite que o meu "eu" de 16 anos e o meu "eu" de 20 se encontrem e concordem; ver O Clube (quem é que fez esta tradução e porque é que não quiseram incluir «pequeno-almoço»?) é como regressar a casa. Nunca deixa de fazer sentido, nunca deixa de ser mágico.
O enredo gira à volta de John, Claire, Andrew, Brian e Allison - e não precisa de praticamente mais ninguém para se desenrolar -, cinco alunos do secundário que, por motivos diferentes, se viram forçados a cumprir castigo durante o dia de sábado. Sendo todos o oposto do seguinte, atuando enquanto representantes dos grupos típicos de uma escola americana, a sua história deixa-nos explorar e observar a maneira como, em apenas um dia, eles conseguem encontrar pontos em comum e descolar as etiquetas (metafóricas) que os afastam.
O que diferencia esta produção de outros filmes coming-of-age é a maneira orgânica e natural que o guião tem de unir as personagens, por oposto ao desenvolvimento cliché e habitual que domina o género (incluindo e exemplificando com 16 Candles, do mesmo realizador). Em The Breakfast Club nenhum dos cinco é o vilão, nenhum dos grupos é ostracizado, todos os pontos de vista são abordados e todos os intervenientes são apresentados como sendo apenas aquilo que são: adolescentes - não ter a imagem do demónio refletida numa simples/ normal criança é uma lufada de ar fresco, até na indústria cinematográfica atual.
É engraçado sem o tentar ser com demasiada força, não se leva muito a sério: ainda que se leve um bocadinho e é familiar, mesmo para quem nunca o viu antes - porque tem muito de real e confortável. Ocupa o lugar número 1 do pódio há 4 anos, por tudo aquilo que não diz, mas tem associado e parece-me que vai continuar em primeiro durante muito tempo.


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