8 Livros para o Mês da História da Mulher
15:47:00Março marca o mês da História da Mulher - e, por sua vez, o dia 8 assinala-se como sendo o Dia Internacional da Mulher -, uma data maior que os ramos de rosas que se oferecem e os postais que se escrevem enquanto presente bonito e decorativo. É uma altura dedicada a todas as revoluções que já se fizeram e a todas as que faltam fazer. É o momento ideal para aprender mais sobre feminismo e interseccionalidade; para não ter medo de entrar em debates e discussões e aprender mais sobre a causa que luta pela igualdade de género em todo o mundo.
Acredito que a melhor forma de estar presente e informado é estabelecer contacto com as realidades de outras comunidades, de modo a ganhar consciência de que o mundo é muito maior que a nossa pequena bolha. Há inúmeras maneiras de o fazer: viajar (quando a situação assim o permitir), ver documentários e séries sobre a temática, ler, participar em movimentos que reunam indivíduos de diferentes características, etc...
Em homenagem às celebrações que decorrerão durante os próximos 30 dias e porque considero que o futuro depende da luta e evolução feminista: oito livros e oito histórias para celebrar o mês da História da Mulher.
Quando o tema é feminismo, a minha primeira recomendação é sempre Chimamanda Ngozi Adichie. Foi a primeira autora que consultei quando comecei a investigar sobre o tema em contexto académico e não podia ter tido uma melhor "professora" que ela. Reni Eddo-Lodge é uma jornalista britânica que reflete no seu livro sobre igualdade de género, raça e o sentido que as lutas e movimentos sociais estão a tomar. Num ano em que estamos todos a tentar compreender melhor o conceito de racismo (e antiracismo) e a adotar uma posição perante injustiças, poucas autoras farão mais sentido que estas duas.
1. Americanah, por Chimamanda Ngozi Adichie
"Ainda adolescentes, Ifemelu e Obinze apaixonam-se. A Nigéria vive dias sombrios sob o jugo de uma ditadura militar e quem pode abandonar o país fá-lo rapidamente.
Ifemelu, bela e ousada, vai estudar para os Estados Unidos. Para trás, deixa o país, a família e Obinze, a quem chama Teto, um nome que testemunha uma intimidade absoluta e irrepetível.Obinze, introvertido e meigo, planeava juntar-se-lhe, mas a América do pós-11 de setembro fecha-lhe as portas. Sem nada a perder, ele arrisca uma vida como imigrante ilegal em Londres.
Anos mais tarde, na recém-formada democracia nigeriana, Obinze é um homem rico e poderoso. Nos Estados Unidos, Ifemelu também vingou: é autora de um blogue de culto. Mas há algo que nem a América nem o tempo conseguem apagar. E quando decide regressar à Nigéria, Ifemelu terá de reinventar uma linguagem comum com Obinze e encontrar o seu lugar num país muito diferente do que guardou na memória.
Nome maior da literatura contemporânea, Chimamanda Ngozi Adichie disseca conceitos fundamentais tais como identidade, nacionalidade, raça, diferença, solidão e amor. Americanah parte de uma história de amor para construir um romance de ideias tão universal quanto implacável. Uma incontestada obra-prima." (Wook)
2. Why I'm no Longer Talking to White People About Race, por Reni Eddo-Lodge
"A powerful and provocative argument on the role that race and racism play in modern Britain, by award-winning journalist Reni Eddo-Lodge
In February 2014, Reni Eddo-Lodge wrote about her frustration with the way discussions of race and racism in Britain were constantly being led by those who weren't affected by it. She posted the piece on her blog, and gave it the title: 'Why I'm No Longer Talking to White People about Race'.
Her powerful, passionate words hit a nerve. The post went viral, and comments flooded in from others desperate to speak up about their own, similar experiences. Galvanised by this response, she decided to dig into the source of these feelings; this clear hunger for an open discussion. The result is a searing, illuminating, absolutely necessary exploration of what it is to be a person of colour in Britain today. Exploring issues from eradicated black history to the political purpose of white dominance, whitewashed feminism to the inextricable link between class and race, Reni Eddo-Lodge offers a new framework for how to see, acknowledge and counter racism.
Full of clear, bold and keenly felt argument, Why I'm No Longer Talking to White People about Race is a wake-up call to a nation in denial about the structural and institutional racism occurring at its heart. It is a timely, essential book by a vital new voice." (Wook)
3. A Cor Púrpura, por Alice Walker
"A Cor Púrpura aborda temas como a violência doméstica a que estavam sujeitas as mulheres negras no início do século XX, a relação dos negros com o seu passado de escravatura, e a busca do espiritual num mundo cruel e sem sentido.
Um livro extremamente atual e que nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais." (Wook)
4. Beloved, por Toni Morrison
"Inspirado num facto verídico ocorrido no Kentucky em 1856, Beloved retrata o horror e a insanidade de um passado doloroso, numa época em que o país começava a confrontar -se com as feridas deixadas pela escravatura recém-abolida. Neste romance, Sethe, ex-escrava, mata a sua própria filha, ainda bebé, para que esta escape ao destino indigno e atroz da servidão.
Consegue fugir para Cincinatti, Ohio, onde cheia de esperança pensa poder viver uma nova vida. Mas, dezoito anos mais tarde, coisas horríveis começam a acontecer: Sethe ainda não é uma pessoa livre, a sua casa não só é assombrada pelas memórias torturantes do passado, como também pelo fantasma da bebé que morreu sem ter um nome e em cuja sepultura está gravada uma única palavra: Beloved." (Wook)
A primeira vez que me encontrei com o livro de Malala Yousafzai foi durante a adolescência - a minha mãe tinha ouvido falar da história na televisão e foi à biblioteca municipal requisitar o livro para mim. Recentemente voltei a lê-lo. Nunca me deixa de fascinar a história desta mulher, que tendo praticamente a minha idade, já viveu um milhão de vidas. As suas palavras sobre feminismo, educação, religião e política são impagáveis.
Eva Luna fez-me apaixonar por Isabel Allende. A sua maneira de descrever a América Latina, a sua maneira de descrever as mulheres e a sua maneira de contar uma história. Mulheres da Minha Alma foi publicado o ano passado e é uma história sobre o poder feminino.
"No dia 9 de outubro de 2012, Malala Yousafzai, então com 15 anos, regressava a casa vinda da escola quando a carrinha onde viajava foi mandada parar e um homem armado disparou três vezes sobre a jovem. Nos últimos anos Malala - uma voz cada vez mais conhecida em todo o Paquistão por lutar pelo direito à educação de todas as crianças, especialmente das raparigas - tornou-se um alvo para os terroristas islâmicos. Esta é a história, contada na primeira pessoa, da menina que se recusou a baixar os braços e a deixar que os talibãs lhe ditassem a vida. É também a história do pai que nunca desistiu de a encorajar a seguir os seus sonhos numa sociedade que dá primazia aos homens, e de uma região dilacerada por décadas de conflitos políticos, religiosos e tribais. Um livro que nos leva numa viagem extraordinária e que nos inspira a acreditar no poder das palavras para mudar o mundo." (Wook)
7. break your glass slippers, por Amanda Lovelace
amanda lovelace, the bestselling & award-winning author of the "women are some kind of magic" poetry series, presents a new companion series, "you are your own fairy tale" the first installment, break your glass slippers, is about overcoming those who don’t see your worth, even if that person is sometimes yourself. in the epic tale of your life, you are the most important character while everyone is but a forgotten footnote. even the prince." (Wook)
6. Mulheres da Minha Alma, por Isabel Allende
"Em Mulheres da minha alma, a autora chilena convida-nos a acompanhá-la nesta emocionante viagem, em que revisita a sua ligação ao feminismo, desde a infância até aos dias de hoje. Recorda algumas mulheres incontornáveis na sua vida: Panchita, Paula e a agente Carmen Balcells, cuja ausência chora ainda hoje; escritoras de nomeada como Margaret Atwood; jovens artistas que trazem na pele a rebeldia das novas gerações; mulheres anónimas que sofreram na pele a violência de género e, com dignidade e coragem, se levantam e avançam. Todas elas a inspiram e a acompanham ao longo da vida: as mulheres da sua alma.
Reflete, ainda, sobre as mais recentes lutas sociais, nomeadamente as revoltas no seu país de origem e, claro, sobre este novo contexto que o mundo atravessa com a pandemia. Tudo isto sem deixar de manifestar a sua inconfundível paixão pela vida e a sua crença em que, independentemente da idade, há sempre tempo para o amor." (Wook)
Reflete, ainda, sobre as mais recentes lutas sociais, nomeadamente as revoltas no seu país de origem e, claro, sobre este novo contexto que o mundo atravessa com a pandemia. Tudo isto sem deixar de manifestar a sua inconfundível paixão pela vida e a sua crença em que, independentemente da idade, há sempre tempo para o amor." (Wook)
Porque nem só de prosa se alimenta uma alma: Amanda Lovelace é uma poetisa contemporânea que explora o feminismo num contexto mágico, levando-nos a crer que vivemos na Terra do Nunca e que somos a heroína do conto de fadas.
Os Monólogos da Vagina, uma peça de teatro bastante conceituada a nível internacional, exploram questões íntimas femininas e desconstroem estereótipos e mitos sobre a identidade das mulheres.
""more forgetting time. more midnight dances with yourself."
amanda lovelace, the bestselling & award-winning author of the "women are some kind of magic" poetry series, presents a new companion series, "you are your own fairy tale" the first installment, break your glass slippers, is about overcoming those who don’t see your worth, even if that person is sometimes yourself. in the epic tale of your life, you are the most important character while everyone is but a forgotten footnote. even the prince." (Wook)
8. Os Monólogos da Vagina, por Eve Ensler
"Os Monólogos da Vagina dispensam apresentações. Representada em palcos de todo o mundo por actrizes tão famosas como Jane Fonda e Meryl Streep, a obra-prima de Eve Ensler é uma viagem hilariante e tocante pelos indecifráveis confins da mente e do corpo femininos. Dá voz aos mais profundos temores e fantasias de mulheres reais, à sua irreverência e espirituosidade.
Tidos como a bíblia de uma nova geração de mulheres, estes monólogos de intimidades e vulnerabilidades comoverão e divertirão o leitor. Esta ediçõa comemorativa que celebra os dez anos do Dia-V, inclui cinco monólogos inéditos, uma nova introdução da autora e uma fascinante história dos dez anos deste fenómeno teatral." (Wook)
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