millie bobby brown breaking the 4th wall [ enola holmes - harry bradbeer ]
11:48:00Sherlock Holmes nasceu, através da mente de Sir Arthur Conan Doyle, no final do século XIX e, desde, então ocupa um lugar de honra na literatura mundial como uma das personagens mais célebres e adoradas do género policial. Ele é brilhante, inteligente, puramente racional e funciona quase como que uma máquina, quando o assunto é o seu trabalho. A E n o l a H o l m e s é a sua irmã mais nova - cem anos mais nova - criada em 2006 por Nancy Springer. Representa uma versão feminina e juvenil de Sherlock, tendo como missão principal mostrar a todos que o herói das histórias não é nada mais que um conceito acessível a todos; completamente independente do género de cada um - e obviamente que I am all in for that.
A adaptação cinematográfica de Enola Holmes tem início na manhã do décimo sexto aniversário da jovem. Criada longe da cidade (e dos seus irmãos), Enola aprendeu com a mãe a ser livre, inteligente e resiliente, no entanto após o desaparecimento misterioso de Eudoria Holmes, o maior desafio da protagonista passa a ser sobreviver às exigências de Mycroft que quer transformá-la no modelo perfeito de mulher do séc XIX - precisamente o oposto daquilo que Enola foi criada para ambicionar.
Empenhada em encontrar a sua mãe, foge de casa e acaba por ver o seu plano ser estragado por Lord Tewkesbury - um rapaz aristocrata que se encontra em maiores problemas que Enola. Desse modo, assistimos durante duas horas ao caminho de uma adolescente que precisa desesperadamente de resolver dois mistérios e escapar sem deixar rasto aos seus irmãos (missão que fica mais difícil quando um deles é o detetive mais famoso de Inglaterra).
Uma surpresa agradável que superou as minhas expetativas - confesso que quando carreguei no play esperava ser desiludida, algo que não aconteceu, de todo. M i l l i e B o b b y B r o w n (que também produziu o filme) é uma atriz fenomenal, conseguindo quebrar a quarta parede sem problemas nenhuns e assumir simultaneamente o papel de personagem principal & narradora e tanto S a m C l a f f i n foi o perfeito antiherói, como H e n r y C a v i l l foi uma versão sublime de Sherlock - num contexto familiar nunca antes explorado e completamente distinto de Benedict Cumberbatch.
Se este filme existisse durante a minha pré-adolescência seria o meu favorito, sem dúvida alguma. Mostra que uma mulher - uma menina - pode ser aquilo que ela quiser e consegue ser aquilo que ela quiser. É esteticamente adorável e aconchegante e os momentos de romance entre Enola e Tewkesbury foram amorosos - e até neles existiu um forte romper de estereótipos, visto que quem assumiu a papel de protetor e cuidador na relação foi a jovem.




1 comentários
Quero muito ver esse filme, acho incrível que, por uma vez na vida, tenham escolhido uma atriz de 16 anos para uma personagem de 16 anos!
ResponderEliminarBeijinhos
Blog: Life of Cherry