summer tv

22:45:00



Não há muito a dizer sobre aquelas longas noites de verão que passamos sozinhos, completamente despertos - graças aos horários trocados, ou ao calor abrasador que nos impede de dormir -, onde a única companhia tolerável é o par televisão + Netflix. Depois de terminar Peaky Blinders e ser forçada a esperar por Outubro pela quinta temporada e ficar a meio de One Tree Hill - porque é parei mesmo? - fiquei perdida por entre mil opções e as minhas escolhas foram:

Reign (2013-2017)



Reign é uma versão artística da história de Mary Stuart, rainha da Escócia, que se foca no seu quotidiano na corte francesa - enquanto noiva (e mais tarde, esposa) do delfim de França, Francis (originalidade medieval no seu melhor). Com as arestas da realidade polidas e a estética refinada e apelativa - mais semelhante a um conto de fadas do que ao século XVI - o enredo não nos deixa aprender História por si só, mas promete bons momentos de entretenimento.

A primeira temporada (de quatro) começa quando Mary (real) regressa ao castelo da família real francesa, com o objetivo de casar com o príncipe herdeiro (real) e conseguir assegurar uma aliança militar que proteja a Escócia do seu maior inimigo, a Inglaterra. No entanto, as visões de Nostradamus (real) tornam a rainha num alvo a abater por Catherine de Médici, mãe de Francis (real). No meio de todos os perigos que a protagonista é forçada a enfrentar, descobre dois fortes aliados: Bash (ficção) - filho bastardo do rei de França, que a pouco e pouco se apaixona pela noiva do seu irmão - e Clarissa (ficção) o misterioso fantasma do castelo.

Euphoria (2019-...)




Euphoria estreou em Junho e rapidamente se tornou num enorme sucesso - o que era expectável, tendo em conta que todas as variáveis da sua fórmula são incrivelmente compatíveis e atingem níveis de excelência absolutamente inacreditáveis. O desafio estético que elevou a produção a parâmetros icónicos e concedeu à série a sua própria identidade e o guião forte, maturo e ao mesmo tempo irrepreensível aumentaram a probabilidade de êxito em cem por cento.

Rue - Zendaya - é a narradora presente e personagem principal do enredo e é através dela que conhecemos as restantes seis figuras que irão dar vida a cada um dos oito episódios. Jules, a aluna nova e cativante por quem Rue se apaixona; Kat, a gordinha tímida que faz furor na internet; Nate, o antagonista central da ação; Maddy, a rainha impulsiva lá do sítio (also, wow, great style Alexa Demie); Cassie, a romântica incurável; e McKay, o universitário sob pressão (relatable).

The Society (2019-...)



The Society tem muitas falhas no guião - perdas de tempo, personagens pouco profundas, objetivos mal explícitos, etc... - no entanto, apesar dos erros facilmente detectáveis, é extremamente cativante. O conceito central dá vida a todos os instantes, tendo em conta que ninguém consegue escapar dessa situação condicionante, e o seu potencial é o que prende o espectador e o leva a conseguir suportar os momentos parados e confusos que aparecem aqui e ali ao longo dos dez episódios. 

A série começa quando um grupo de finalistas parte rumo a uma viagem de estudo, sendo obrigado a regressar mais cedo (como quem diz, vinte minutos depois de ir embora), devido a uma tempestade. Contudo, quando voltam para a sua cidade, os cem adolescentes percebem que são os únicos naquele local, pois toda a população desapareceu - e as entradas e saídas foram bloqueadas. A partir desse instante, nascem os dois pontos principais da série: a) onde está toda a gente? e b) como é que uma comunidade formada por indivíduos de 17 anos vai conseguir sobreviver sozinha?

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