rebel without a cause (1955) - nicholas ray
21:40:00O J a m e s D e a n é uma
figura icónica do cinema, a cara representante da personagem típica que é o ~ adolescente sem rumo ~ e uma das histórias de vida mais interessantes e
misteriosas de toda a “cultura celebridade”. Representará para sempre o espelho
de todos os jovens injustiçados e em busca de algo maior que si próprios –
porque James Dean tem em si guardada a definição de intemporalidade.
R e b e l W i t h o u t a C a u s e é o seu filme – antes de ser de outra pessoa qualquer. É o seu testemunho
e a janela que nos deixou para que o conhecêssemos e adorássemos, mesmo que já
tenham passado sessenta e cinco anos desde a sua morte.
Na obra, dá vida a
Jim, um filho incompreendido que se apresenta ao público sendo preso por estar
embriagado. Ainda nos primeiros minutos do filme, conhecemos também Plato, levado
à esquadra por matar cachorrinhos (dude, what’s his problem?) e Judy, uma jovem
desgostosa que violou a hora de recolher obrigatório.
De seguida, somos
transportados para uma narrativa que poderia resultar num desenlace cliché, com
todas as histórias pré-construídas que uma escola secundária americana carrega
em si, caso as personagens de Rebel Without a Cause não fossem extremamente
peculiares, sensíveis e tridimensionais.
É pesado, cru e
difícil de digerir – características conferidas ao enredo graças à descrição da
relação conturbada entre figuras paternais e crianças e a todas as formas como
isso afeta a personalidade e as escolhas de quem não se sente acolhido e
entendido.
As três personagens
centrais estão à deriva, encontrando refúgio na relação de amizade que foram
forçados a formar uns com os outros – por causa das circunstâncias drásticas
que criaram para si próprios, voluntariamente.
Classificado, desde 1990, como “significante cultural, histórica e esteticamente” pelo National Film Registry, Rebel Without a Cause consegue ter uma conversa com absolutamente toda a gente que vai ao seu encontro.
Talvez porque somos todos
um bocado Jim. Um bocado Judy. Um bocado Plato.


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