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1 9 : 5 6 do dia 19 de janeiro de 2020

E um semestre quase a terminar, toques finais para dar em trabalhos gigantes e o som de café a fazer em conjunto com Ella Fitzgerald como banda sonora. Uma pequena vela aromática no canto da sala e um prato com bolachas escondido atrás do computador. 

É, mais coisa menos coisa, o resumo de Janeiro até ao momento. 

Em setembro, começou o último ano da minha licenciatura e, se mal tenho tempo para pestanejar - porque às vezes me julgo a Gal Gadot em Liga da Justiça - simultaneamete não consigo entender como os últimos quatro meses passaram tão depressa. 

C O I S A S      Q U E      A P R E N D I      N A      P R I M E I R A      M E T A D E      D O      Ú L T I M O      A N O 

1. É possível sentires-te em casa em vários sítios.

A tua casa é o lugar onde cresceste. O lugar onde, um dia, não foste mais que um adolescente meio idiota cheio de sonhos e ambições. A tua casa é o lugar onde estás. São todos os sítios onde te sentes confortável o suficiente, familiar o suficiente, tranquilo o suficiente.

2. Fases aborrecidas existem.

E custam imenso quando estão misturadas com momentos rápidos. Não lido bem com os pára-arrancas do dia-a-dia, preferindo uma constante fase ocupada - não fazer nada dá-me comichões.

3. As pessoas podem surpreender-te, caso as deixes.

Mas precisas de estar aberto ao risco de ser desiludido e compreender que, caso isso aconteça, a culpa é inteiramente tua, porque és o dono das tuas expetativas e ninguém vive para ti

4. Estar assustado é normal.

Frequências, exames, trabalhos e apresentações são figuras de respeito. A incerteza é inquietante. É normal não saber bem como reagir quando o futuro te olha nos olhos e ainda não tens todas as decisões tomadas.

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