high fidelity + zoë kravitz being awesome
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A necessidade de me adaptar a uma nova realidade avariou a minha capacidade de concentração - ou terão sido as aulas online que duram mais de quarenta minutos? - e transformou-me numa barata tonta incapaz de estar quieta. A excepção foram os 4 dias que passei a ver H i g h F i d e l i t y, sem deixar que mais nada captasse a minha atenção.
Inspirada no filme homónimo, a nova série produzida pela Hulu conta com Zoë Kravitz como protagonista - o que significa que mesmo que pare de escrever a publicação aqui, já deixei motivos suficientes para justificar a recomendação - de dez episódios fenomenais. No meio de tantas produções sobre assaltos, homicídios, vampiros, membros da máfia e presidiários, High Fidelity conquista porque mostra que vidas banais também merecem ser relatadas e consideradas especiais.
A Rob é:
(a) a nossa narradora;
(b) personagem principal;
(c) dona de uma loja de discos em Nova Iorque;
(d) gerador de factos aleatórios sobre estrelas de rock ...
... e dá-nos as boas-vindas à história ao enumerar o seu top 5 de piores finais de relação - mais tarde percebemos que o seu amor por listas é fora do normal - onde o primeiro lugar vai para Mac: o homem que lhe partiu o coração vinte segundos antes da nossa entrada em cena.
Ao apresentar o conceito (muito real) da mesma pessoa poder desempenhar o papel de herói e vilão na sua própria história e não pintar todos os dilemas das personagens a preto e branco, a série conseguiu cativar-me de uma forma inacreditável - os dez segundos passados a dialogar sobre Red Hot Chili Peppers também ajudaram.
Menção honrosa para os outfits da Zoë - she made band t-shirts look cool again.


2 comentários
Já está adicionada à minha lista :p
ResponderEliminarObrigada pela sugestão eheh
Fiquei curioso. Ando a ver "Little Fires Everywhere", da Hulu", e é incrível. Talvez dê uma oportunidade a "High Fidelity" quando terminar.
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